Turnover pós-pandemia

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Turnover pós-pandemia

outubro 29, 2021 / Gestão de Pessoas

Os efeitos da pandemia de Covid-19 forçaram as empresas a demitir muitos de seus melhores empregados devido às dificuldades financeiras e necessidades de enxugamento de pessoal para sobreviver durante a crise sanitária.  Por outro lado, muitos funcionários pediram demissão por não conseguirem se adaptar às novas normas de trabalho. Como as empresas podem lidar com isso? As altas taxas de turnover continuarão no mundo pós-pandemia?

 

O turnover pós-pandemia, ou seja, a alta rotatividade de funcionários neste momento de recrudescimento da epidemia de covid-19, tem se mostrado um problema preocupante. Pesquisa recente da KMPG com CEOs para saber qual seria a “maior ameaça ao crescimento das organizações até 2023”, revelou que seria o “risco de talento”. Seis meses atrás, “risco de talento” ocupava o final da lista de ameaças pesquisadas. Mas como as empresas podem reagir a essa ameaça?

As pesquisas mostram que há uma expectativa otimista, em boa parte, graças à vacinação em massa, que sinaliza para o fim da pandemia. Com relação ao contexto global, 64% dos CEOs brasileiros entrevistados estão confiantes com o avanço da economia mundial. Cerca de 86% das lideranças brasileiras ressaltaram que estão otimistas com o crescimento do setor em que atuam; em 2020, o percentual era de 76%. O estudo ainda revela que 88% dos CEOs brasileiros estão confiantes ou muito confiantes em relação aos próximos três anos das empresas que lideram. Esse índice diminuiu em relação a 2020, quando 92% dos respondentes afirmaram estar confiantes. Essa perspectiva é representada pelos desafios decorrentes do turnover pós-pandemia.

 

Por que as empresas demitiram durante a pandemia?

Quase um milhão de empresas demitiram funcionários durante a pandemia, segundo pesquisa do IBGE.

O setor com o maior número de demissões foi o da construção, com o maior número de empresas (45,2%) dispensando empregados. O comércio vem a seguir (35,2%) e logo após o setor de serviços (33,8%). As demissões foram resultado direto do impacto que a pandemia causou na economia, obrigando as empresas a cortarem custos, desativarem setores produtivos e acumularem as atividades do negócio em um número reduzido de funcionários.

Muitas organizações viram-se privadas de alguns de seus melhores colaboradores, que farão falta quando as atividades recomeçarem. Infelizmente, a pandemia foi responsável pelo fechamento de quatro em cada dez empresas.

 

Por que empregados optaram pela demissão durante a pandemia?

Não somente as empresas enfrentaram dificuldades em manter as atividades. A relação entre empregadores e empregados passou por grandes transformações.

Durante a crise sanitária, que ainda afeta empresas em todo o mundo, muitas coisas mudaram no cotidiano das organizações, como a adoção do home office e a modificação da jornada de trabalho. Tudo isso impactou no chamado “turnover voluntário”, com funcionários descontentes com as novas modalidades de tarefas, tornando-se um desafio ao setor de RH das empresas pela quantidade de empregados que pediam demissão. Muitos partiram em busca de novas oportunidades em outras empresas, se lançaram como empreendedores ou optaram pelo trabalho autônomo, aumentando ainda mais as taxas de turnover pós-pandemia.

 

As altas taxas de turnover continuarão no mundo pós-pandemia?

As empresas já estavam passando por grandes transformações em suas relações de trabalho, afetadas pela tecnologia, quando foram impactadas pela pandemia da covid-19.

Estudo realizado pela consultoria empresarial norte-americana McKinsey e apresentado no artigo “Great Attrition or Great Attraction? The choice is yours” aponta que de abril a setembro de 2021, mais de 15 milhões de funcionários pediram demissão de seus postos de trabalho nos Estados Unidos. A saída em massa já ganhou o nome de “Grande Atrito”.

O mercado de trabalho mudou em todo o mundo, criando novas habilidades e expectativas. E tudo indica que essas mudanças continuarão ainda por um bom tempo. Uma das conclusões mais aceitas como consenso entre analistas, diz que é importante incluir os funcionários no processo de mudança, conhecer as opiniões deles, antes de estruturar novas soluções. As altas taxas de turnover pós-pandemia parecem indicar que esse não tem sido o padrão adotado, entretanto. Como isso pode mudar?

 

Como o empregador pode reduzir os índices?

São muitas as ações que podem ser tomadas para iniciar uma mudança nessa situação, ou pelo menos minimizá-las, enquanto a economia global se recupera — o que deve acontecer com alguma lentidão, devido às dificuldades localizadas em cada país no processo de vacinação da população, mas também devido a crises de fornecimento de insumos e créditos na economia global.

Esses são problemas além da capacidade das empresas, que devem focar em sua própria situação, enquanto esperam a normalização da situação mundial.

Para começar, é preciso fazer um diagnóstico da situação da empresa, principalmente dos empregados. Livre-se dos líderes tóxicos. É preciso ir além da questão financeira, investindo em planos de carreira e criando um forte senso de comunidade na equipe de trabalho, estimulando uma cultura de pertencimento e colocando as pessoas certas nos locais certos. Ofereça benefícios alinhados com oportunidades.

Podemos resumir em cinco pontos principais as ações necessárias a minimizar o turnover pós-pandemia:

 

  1. Melhore a integração entre os funcionários;
  2. Coloque em prática os pontos fortes da equipe;
  3. Incentive programas de mentoring (tutoria dos mais experientes)
  4. Busque feedbacks; é importante saber se sua mensagem está sendo passada de forma correta
  5. Treine a liderança.

 

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MASTERMIND SAMPA

Autor: Walter Kaltenbach

Diretor da MasterMind e Fundação Napoleon Hill

walter@mastermind.com.br

 

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